PÓS-GRADUAÇÃO EM DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA NA DEHONIANA

26 de Novembro de 2010 às 21:43 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Bento XVI: É urgente formar leigos na Doutrina Social da Igreja

13 de Novembro de 2010 às 13:02 por Rosana Manzini | Postado em: DSI
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VATICANO, 05 Nov. 10 / 01:49 pm (ACI).- O Papa Bento XVI pediu aos participantes da assembléia plenária do Pontifício Conselho Justiça e Paz, uma urgente formação dos fiéis leigos nos princípios da doutrina social da Igrejapara que possam responder aos desafios da sociedade atual.

O Santo Padre dirigiu uma mensagem ao presidente deste dicastério, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, na qual assinalou que os leigos “devem comprometer-se para promover uma reta configuração da vida social, respeitando a legítima autonomia das realidades terrenas”. O evento, que se realiza em Roma, analisa a recepção da Encíclica “Caritas in veritate” nos diferentes continentes.

“É muito importante uma compreensão profunda da doutrina social da Igreja, em harmonia com todo seu patrimônio teológico e fortemente enraizada na afirmação da dignidade transcendente do homem, na defesa da vida humana desde a concepção até a morte natural, e da liberdade religiosa”, indicou.

Nesse sentido, Bento XVI insistiu na necessidade de “preparar a fiéis leigos capazes de dedicar-se ao bem comum, especialmente nos âmbitos mais complexos, como o mundo da política”.

O Papa recordou os “problemas fundamentais que afetam o destino das nações e das instituições mundiais, assim como da família humana”, e indicou que os desequilíbrios sociais e nacionais não desapareceram.

“A coordenação entre os Estados –freqüentemente inadequada, porque se orienta à busca de um equilíbrio de poder, em lugar da solidariedade– dá lugar a desigualdades, ao perigo do domínio de grupos econômicos e financeiros que ditam -e querem seguir fazendo-o- a agenda política, à custa do bem comum universal”, explicou.

Nesse sentido, expressou seu desejo de que o Pontifício Conselho Justiça e Paz siga “levando adiante a atualização da doutrina social da Igreja” e sua promoção e estudo.

O Papa indicou que “em colaboração com outros, o dicastério deve procurar vias mais apropriadas para a transmissão da doutrina social, não só nos tradicionais itinerários formativos e educativos cristãos de todo tipo e grau, mas também nos grandes centros de formação do pensamento mundial, como os grandes meios de comunicação ‘laicos’, as universidades e os numerosos centros de reflexão econômica e social, que recentemente se desenvolveram em todos os rincões do mundo”.

“Só com a caridade, sustentada pela esperança e iluminada pela luz da fé e da razão, é possível conseguir objetivos da liberação integral do ser humano e de justiça universal”, afirmou.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20499

SRA. PRESIDENTA, DUC IN ALTUM!!!

2 de Novembro de 2010 às 21:10 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Hannah Arendt para entender a existencia humana teve que mergulhar nas categorias da Política, liberdade, ódio, preconceito, amizade e amor. Lembrei muito disso durante todo esse período de campanha eleitoral.  Nunca essas categorias estiveram tão presentes em um tempo curto e revelador.  Vivemos um período intenso de emoções, mas sobretudo pudemos observar o quanto estamos longe de compreendermos s Política como expressão da caridade. O Papa já advertia em sua encíclica Deus Caritas Est, a importância da política no resgate da Dignidade Humana. Dignidade esta teológicamente fundamentada no IMAGO DEI. O Senhor Deus nos criou a Sua Imagem e Semelhança e isto já deveria nos bastar para que as relações se estabelecessem de forma verdadeira, sincera e, acima de tudo, que buscasse a Vida Plena para todos. Mas não foi o que vimos neste período, ao contrário, vimos um combate feroz, raivoso.
Tenho a Política como algo apaixonante. Ela possibilita a organização da pólis, mas possibilita também nos tornarmos co-criadores, ou seja darmos continuidade a criação. Para isso, se torna absolutamente necessário conhecimento e sensibilidade de todos. Conhecimento para que as escolhas, ao menos, se aproximem daquilo que temos como projeto de país e de mundo e, sensibilidade para lidarmos com os que pensam diferente de nós. Essa conjunção poderia evitar tantos dissabores e tantas decepções. Foi entristecedor ver pessoas que professam a mesma fé se acusarem, se ofenderem, duvidarem umas das outras…………. as palavras do Evangelho passaram longe desses confrontos. Fica claro a falta de maturidade de fé, como ficou evidente a falta de conhecimento da própria doutrina. Me assustei com o desconhecimento de nossa gente da Doutrina Social da Igreja. São pouquíssimos lugares onde os fiéis leigos recebem formação em matéria social possibilitando a fazer as escolhas corretas. Aí está uma grande falha de nossa igreja, não oferecer a formação necessária para o laicato exercer sua missão primeira que é de estar no mundo e conduzi-lo segundo os desígnios de Deus. Talvez se nosso laicato fosse preparado, formado não teríamos tido tantos confrontos, tantas divisões.
Além da Doutrina Social da Igreja, a Teologia Moral Católica,
nos orienta com a Doutrina sobre a Consciência (ler Gaudium et Spes nº16, ou a enciclica Veritatis Splendor – o Esplendor da Verdade). Temos um doutrina rica e profunda, é uma pena que tão poucos se interessam em conhece-la realmente. Ninguém entregaria seu filho nas mãde um médico que não estudou medicina. Como podemos fazer escolhas usando o nome de Deus e da Igreja se não nos aprofundamos na sua Palavra e Doutrina? Corremos o grave risco de reproduzir o que ouvimos dizer ou o que é pior, reproduzir interesses particulares. Teremos mais dois anos a frente para as próximas eleições, será que nos prepararemos para enfrentá-las com conhecimento e sensibilidade? Oxalá, sim!!!
Quanto a eleição de Dilma como presidenta (escolhi esta forma pois ela reforça o fato de ser uma mulher na presidência), foi uma eleição legítima. O voto depositado nas urnas lhe dá o direito de assumir o mais alto cargo, o de mandatária deste país.  Não aceito que o fato de alguém não ter votado nela lhe deseje um mal  governo. Imaginem se em nossas paróquias quando uma coordenação de pastoral eleita não fosse de nosso agrado, agiríamos contra? ou somaríamos pois, o que está em jogo é o trabalho de um grupo em prol do bem da Igreja . Da mesma forma. Aqueles que não a escolheram devem somar para construírmos um país mais justo, onde todos possam ter sua vida resgatada na dignidade de IMAGO DEI.
Quanto a mim, que votei em Dilma, posso dizer que estarei junto nessa construção, sem perder o senso crítico. Criticarei quando for necessário mas, não deixarei de apoiá-la sempre que considerar justa sua forma de conduzir a política deste país.
Boa sorte, Sra. Presidenta! DUC IN ALTUM! Vamos para águas mais profundas. Erradicar a miséria, “para que todos tenham Vida, e Vida Plena”
Conte comigo!