IMPORTANTE ESCLARECIMENTO DO SECRETÁRIO DA CNBB, DOM DIMAS LARA BARBOSA.

23 de Agosto de 2010 às 1:22 por Rosana Manzini | Postado em: IGREJA, POLITICA, SOCIEDADE, fé x vida
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Comunicado da Assessoria de Imprensa

SÁB, 21 DE AGOSTO DE 2010 13:14 CNBB

O jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de sexta-feira, 20, na página A7, trouxe uma nota afirmando que o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”. A citação, fora de seu contexto, leva o leitor a interpretações que não correspondem em absoluto à posição do secretário geral em relação a este tema.

Diante disso, o secretário solicitou uma retificação por parte do jornal que foi publicada na edição deste sábado, 21, na página 2, coluna Fórum dos Leitores.
Publicamos abaixo a íntegra do texto


Prezado Senhor Diretor de Redação,

Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto.

Gostaria de expressar, mais uma vez, a posição inegociável da CNBB, que é a mesma do Magistério da Igreja Católica, de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural. O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade. Isso, evidentemente, não significa que o peso da culpa deva recair sobre a gestante. Também ela é, na maioria das vezes, uma grande vítima dessa violência, e precisa de acompanhamento médico, psicológico e espiritual. Aliás, esses cuidados deveriam vir antes de uma decisão tão dramática.

Os católicos jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito. Aqui, vale plenamente o direito à objeção de consciência e, até, se for o caso, de desobediência civil.

O contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que eu fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais. No caso da eleição de vereadores e deputados  (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público. No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger? É uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário. Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria… São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação. Por isso, o exercício da cidadania não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos. A iniciativa da Ficha Limpa mostrou claramente que, mesmo num Congresso com tantas vozes contrárias, a força da união do povo muda o rumo das votações.

Que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe.

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/4470-comunicado-da-assessoria-de-imprensa

VII Simposio Internacional de Profesores Universitarios sobre el tema “Hacia una economía al servicio de la familia humana: persona, empresa, instituciones”, Roma 24-26 de junio de 2010

22 de Junho de 2010 às 0:46 por Rosana Manzini | Postado em: DSI, IGREJA, SOCIEDADE
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Depois de um tempo distante devido a muitos compromissos acadêmicos e pastorais, volto para partilhar com voces uma nova e grande experiência. Em janeiro último estive na Cidade do México a convite do Instituto Mexicano de Doutrina Social Cristã (IMDOSOC) participando da criação de uma Rede de Centros Latino Americanos de difusão da Doutrina Social da Igreja. Representei o Centro de Estudos Léon Dehon (CELDE), do qual sou diretora. O CELDE tem como escopo a investigação, difusão, formação e capacitação em Doutrina Social da Igreja. Destina-se aos agentes que atuam nos campos políticos, sociais e pastorais, buscando através do conhecimento e aprofundamento da DSI, respostas e luzes para a construção de uma sociedade mais humanizada.

Participou deste encontro Dom Mario Toso, secretário do Pontifício Conselho Justiça e Paz, que nos convidou para participarmos de um Simpósio que trataria de uma aprofundamento da encíclica de Bento XVI Caritas in Veritate . Chegou a hora! Amanhã estarei partindo para Roma para participar deste Simposio que terá como tema: Hacia una economía al servicio de la familia humana: persona, empresa, instituciones”. Aproveitando este momento, a RED DE CENTROS DE DOCTRINA SOCIAL CRISTIANA DE AMÉRICA LATINA, promoverá seu 2° ENCONTRO  em ROMA, 27 – 29 junio.  Os trabalhos serão norteados pelo tema: “Construyendo la solidaridad con eficacia y visión”


Diariamente estarei postando informações, comentários e curiosidades. Acompanhe com seu comentário,suas  perguntas…  Un grande abbraccio a tutti!!!

VIDA PLENA OU SOBREVIVÊNCIA?

13 de Abril de 2010 às 18:04 por Rosana Manzini | Postado em: DSI, IGREJA, POLITICA, SOCIEDADE, fé x vida
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174 O Princípio da Destinação Universal dos Bens convida a cultivar uma visão da economia inspirada em valores morais que permitam nunca perder de vista nem a origem, nem a finalidade de tais bens, de modo a realizar um mundo equitativo e solidário, em que a formação da riqueza possa assumir uma função positiva.

Hoje, na aula de DSI e Educação, no curso de Filosofia da Faculdade Dehoniana discutimos um dos princípios da Doutrina Social da Igreja: a Destinação Universal dos Bens. Trabalhamos em cima de 3 vídeos. Um primeiro sobre a Exclusão Social, o segundo o discurso que uma menina de 13 anos fez para os chefes de governo na ECO 92, no Rio de Janeiro e o terceiro a Carta de Seattle de 1853.

É impressionante como este Princípio da DSI se encontra nos mais diversos discursos pela preservação e luta pela dignidade da vida. Talvez ai encontrássemos respostas para as cenas de horror que temos vistos. A ética indignação nos interpela…….. qual resposta daremos?

Vejam os filmes, reflitam e, se quiserem, postem aqui sua reflexão. Se conseguirmos partilhar os pensamentos, conseguiremos partilhar a vida.