PÓS-GRADUAÇÃO EM DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA NA FACULDADE DEHONIANA

15 de Julho de 2011 às 19:27 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Aconteceu de 04 a 16 de julho a primeira etapa da Pós-graduação Lato Sensu em Doutrina Social da Igreja, na Faculdade Dehoniana, em Taubaté (BSP). Participaram 33 alunos, provenientes de seis estados brasileiros (Pará, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo) e um participante de Moçambique (África). Entre eles há assistentes sociais, advogados, educadores, historiadores, psicólogos, coordenadores de pastoral, além de seminaristas diáconos e presbíteros, com atuação social em suas dioceses. Nesta etapa foram abordadas as disciplinas: Fundamentação Bíblica e Histórica (Prof. Walter Lisboa e Profª Maria Angélica Franco Moreira); Princípios da DSI (Profª Rosana Manzini); Estudo Sistemático dos Documentos Sociais I (Prof. Dr. Antonio Aparecido Alves) e Metodologia Científica (Prof. Dr. Pe. Marcial Maçaneiro e Prof. Pe. Daniel A. de Campos).

Foram marcantes a convivência e interação do grupo. Estes são aspectos importantes da pedagogia da cordialidade, cultivada como valor central da Missão Institucional da Faculdade Dehoniana. Isto apareceu fortemente nas atividades acadêmicas, nos momentos celebrativos e nas relações interpessoais. Nesta primeira etapa já despontaram algumas áreas de interesse que poderão configurar futuros Grupos de Estudo. Esta pós-graduação é iniciativa da Faculdade Dehoniana, coordenada pelo CELDE (Centro de Estudos Léon Dehon), em resposta a uma ênfase do último Capítulo Geral SCJ. A Faculdade agradece aos professores, cursistas e equipe técnica, e em especial ao Governo Geral SCJ pelo apoio oferecido. Neste sentido destacamos a visita de Pe. Claudio Weber, conselheiro geral.

Profª MS Rosana Manzini

Coordenadora da Pós-graduação em DSI

Diretora do CELDE – CENTRO DE ESTUDOS LÉON DEHON

A ERA DAS PEQUENAS EMINÊNCIAS

30 de Maio de 2011 às 18:52 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Excelente é mais do que bom. Alguém é excelente quando sua atividade, seus talentos e suas qualidades estão acima da média. Na Igreja Católica dá-se o título de “Excelência” aos bispos. “Eminência” é título dado a dignitários eclesiásticos que se distinguiram em alguma liderança e foram nomeados cardeais. São estes irmãos chamados cardeais que, por exemplo, elegem o Papa. Eles sabem do seu limite e das exigências da Igreja. A quem mais se confiou deste exige-se mais!…

Nos últimos 30 anos no Brasil, com o crescer da mídia tenho observado outro tipo de eminências. São até excelentes e acima do comum no que fazem, e certamente mereceriam reverências e vênias, porque, por seu trabalho na mídia estenderam o púlpito da Igreja. Só por isso já mereceriam aplausos.

Quem atua na mídia sabe que não é simples nem fácil manter uma emissora de rádio ou de televisão e atuar nela todos os dias. Quem não atingiu a fama, tendo ou não procurado este destaque, não tem idéia dos meandros e das curvas e ciladas de um microfone, uma câmera ou um palco. E as piores ciladas começam dentro do pregador que acha que é o que não é, e que insiste em chamar os holofotes para a sua pessoa. E pobre de quem ousar fraternalmente chamá-lo às falas ou negar-lhe o espaço que ele acha que pode e merece ocupar… Nem cardeais escolhidos pelo Papa são tão ciosos de seu papel de eminência…

Refiro-me a pelo menos dez entrevistas de teólogos, cantores e padres famosos que, nessas últimas décadas, foram à grande mídia não católica ou até anti-católica, lavar a roupa suja de seus conflitos contra seu bispos, contra o papa, contra outras pastorais e contra outros padres. Não se contentaram com os foros que há na Igreja para resolver tais diferenças. Deram entrevistas em páginas amarelas de revistas de grande alcance, em programas de grande repercussão na televisão para justificar suas escolhas, seu casamento, sua rebeldia e seu jeito de ser famosos.

Quem leu a revista “Veja” de 17 de abril de 2011 teve ali um triste exemplo de imaturidade e do que significa sentir-se mais eminente do que se é. É o tipo de entrevistas que deveria ser lida e analisada em todos os seminários e movimentos católicos para os futuros pregadores aprenderem como não ser nem fazer quando tiverem nas mãos um microfone. Chega a ser patética…

O ainda jovem, mas ultra-famoso sacerdote que vendeu milhões de discos e livros, vai a público e confessa sua mágoa e indignação, passados quatro anos, contra a diocese e alguns líderes da mesma que, segundo ele, o humilharam e boicotaram, não lhe permitindo o destaque que ele achou que merecia quando o Papa esteve entre nós no Brasil.

Foram palavras dele na entrevista até agora não desautorizada por ele. Culpa aqueles líderes por sua quase depressão, porque negaram-lhe a realização do sonho de estar diante do Papa. Acabaram escolhendo outro e relegando-o a uma atuação secundária, ao amanhecer, em lugar onde havia poucas pessoas. Acusou-os de dor de cotovelo. Por que outros e não ele que fez tanto pela Igreja?

Mesmo depois de, mais tarde, haver recebido em Roma um prêmio de excelente evangelizador não se aplacou. Pela segunda vez diante da grande mídia, ainda magoado disse que interpretava aquele prêmio como “um cala boca” à diocese que não lhe dera o devido destaque na vinda do Papa quatro anos antes, ao Brasil. Em dado momento reclama que dos padres do Brasil apenas um ligou para cumprimentá-lo pelo prêmio. E dá a entender que não precisa do apoio deles… E declara que ainda espera uma manifestação da CNBB por sua conquista… Psicólogos dariam um nome para esse tipo de atitude…

Tudo, dito com realces de que é humilde, não é arrogante, é padre e usa batina; e com ataques pesados aos padres que não usam batina, deixando claro que a batina protege o padre contra o assédio das mulheres… Chega ao ponto de dizer que a batina é a “maior identidade sacerdotal”. Ora, padres e leigos sabem muito bem que o hábito não faz o monge. Confunde uniforme com identidade e identificação com identidade… Vão por aí as diatribes e o desfile de suas mágoas contra o boicote sofrido…

Mas ele não é o único. Há ex-religiosos famosos que falam contra as ordens e congregações que pagaram seus estudos, dizendo que lá não podiam exercer a caridade nem cuidar de sua família… Outros chamaram a gravadora católica, onde começaram, de incompetente ou de gravadora de fundo de quintal… E houve quem não hesitou em dizer que no Vaticano foi tratado com truculência. Como ninguém esteve lá para ver, fica a palavra dele contra o Vaticano que não costuma dar esse tipo de entrevistas-resposta aos padres insatisfeitos que atacam suas doutrinas ou disciplinas. Não satisfeitos em discordar, semeiam discórdia!

O fato triste e digno de um debate é que pregadores estão indo à mídia lá fora, lavar a roupa suja de seus conflitos com as autoridades de sua igreja. Não são poucos os que deixam as comunidades religiosas que os formaram para trabalhar como gostam e no que gostam, numa outra diocese. E vão sem a menor culpa. E há os que mudam de diocese, para estar diante de microfones e câmeras, ou para tocar adiante seu projeto pessoal que acham mais importante para a Igreja do que os projetos do grupo religioso onde pronunciaram seu voto de obediência…

| Diante das exigências de seu grupo que, agora, depois da oportunidade de ser eminentes lhes parecem absurdas, simplesmente saem em busca de um púlpito mais aberto às suas aspirações. Talvez estejam certos, talvez não! Mas a ingratidão com que se portam, mostra que escolheram a si mesmos e o seu projeto. Não há retribuição…

O que deve ser objeto de reflexão é a franca disposição de pressionar o bispo, a diocese ou a ordem a reconhecer os seus talentos. Valem-se de todos os meios, inclusive a estratégia de expor para o país inteiro seu conflito pessoal com as dioceses onde atuam. O bispo, que não é tão famoso, acaba em situação delicada. Não pode falar o que sabe e não pode expor ainda mais o pregador que já se expôs além da conta! O padre queixoso aparece como vítima que até cai em depressão, porque a diocese não reconheceu a sua liderança…

Está tudo claro e sem rodeios nas entrevistas tipo lavanderia! Na era das eminências que mais do que auto-estima vivem um clima de altíssima estima de si mesmos, um pouco de ascese não faria mal aos futuros comunicadores da fé. Se não forem reconhecidos, com ou sem batina ou colarinho, mostrem que realmente têm fé e seguem os evangelhos. Perdoem e recolham-se à sua significância que nunca será insignificância, mas que também não pode ser supra-relevância.

Ficar deprimido porque não foi valorizado na vinda do Papa? Um pregador da fé? Não teria sido muito mais cristão manter a boca fechada, solicitar audiência, ir ao líder da diocese e ali derramar suas mágoas? Tinha que ir às páginas amarelas de uma revista que sabidamente não prima em elogiar a Igreja que o ordenou pregador? Francamente! Institua-se urgentemente nos seminários desde o primeiro ano um curso de Prática e Crítica de Comunicação. É que algumas atuações têm andado abaixo da crítica!…

25/05/2011 – Texto de um dos autores católicos mais lidos e cantados do Brasil e do mundo. Autor de mais de 300 obras, entre livros, Cd`s, e vídeos; colaborador de mais de 50 revistas e jornais católicos, aceito por outras igrejas, conhecido em vários países, um dos pregadores cristãos mais reconhecidos do Brasil, seu apelido carinhoso é PADRE ZEZINHO SCJ, mística da pequenez que assumiu já nos primeiros anos de padre e seu nome é JOSÉ FERNANDES DE OLIVEIRA.

Fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/index.php

COMPARTILHANDO – 3º DIA

17 de Maio de 2011 às 16:21 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Roma ainda está marcada pela beatificação de João Paulo II. Em todos os lugares, outdoors, ônibus, comércios, estão fotografias do pontificado deste homem. Desde que comuniquei que viria a Roma, foram muitos, mas muitos mesmos, os pedidos de oração diante do novo Beato. Levo muito a sério quando alguém me pede uma oração em sua intenção. Eu queria rezar diante do Beato, sim, pois teria que trazer para ele pedidos de alunos e alunas, colegas, família e até de pessoas que ao conhecia, mas que alguém pediu que rezasse.  Por isso madruguei, levantei muito cedo ainda sob o peso do fuso horário e sozinha (meus amigos não podiam me acompanhar), me dirigi à Basílica de São Pedro. O sol e o céu totalmente azul com a luz da primavera me preparavam para momentos fortes de experiência de Deus.  Cheguei antes das 8 e encontrei a praça vazia, somente algumas pessoas estavam na porta de detector de metais para entrar. Cruzando a praça, já tomada por um sentimento de alegria, agradeci a Deus. Iria entrar!!!

Rapidamente me dirigi para dentro da Basílica, já sabia que o caixão de João Paulo II tinha sido transferido para um túmulo na capela de São Sebastião, que fica ao lado da Pietà de Michelangelo. E ai, mais um presente do Senhor Deus; quando me aoproximei estava iniciando a celebração eucarística  diante do túmulo do agora Beato. Entrei, me aproximei e quando me dei conta de onde estava percebi que as entradas tinham sido fechadas. Ali estava eu, diante do Beato, trazendo todas as inteções de amigos, alunos e alunas, familiares, gente que nem conheço mas que pelas redes sociais transmitiram suas intenções. Rezei muito, me emocionei bastante!!!!

Foi uma forte experiência de oração e de comunhão. Fiquei muito feliz por ter rezado por todos. Depois da celebração continuei a minha manhã de oração me dirigindo ao túmulo de Paulo VI, para mim um dos maiores papas que tivemos.

percorrendo os corredores onde estão enterrados inúmeros papas me dirigi novamente ao interior da Básilica e fui rezar diante do corpo de João XXIII, o papa bom!!!

Deixando a Basílica pensando ter encerrado esta manhã não imaginava que o Senhor ainda tinha mais um presente. Ao lado do “colonato” o papa Bento XVI prestou uma homengame ao seu predecessor com uma exposição fantástica!!! eu não sabia dessa exposição……  entrei e, poensando em tantos amigos e amigas, aluno e alunas que não tiveram essa oportunidade filmei os meus passos e aqui estão, de forma amadora, as imagens da vida de João Paulo II………. não teve como sair de lá sem ter chorado muito……..

Esta exposção eu gravei em video. É um filme de 17 minutos mas só pode ser postado 15, até agora não sei como cortar esses 2 minutos, mas assim que estive pronto irei postar aqui.

Assim foi o 3º dia

COMPARTILHANDO – 2º dia

às 15:14 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Por problemas de tempo de conexão, não pude cumprir o que tinha prometido, ou seja, postar diariamente um diário dessa fantástica viagem. Agora procuro fazer um relato, talvez não tanto detalhada como se tivesse feito no dia, mas busco na memória esses detalhes.

Desde sexta-feira, dia 13 de maio, estou em Roma. Fui convidada, pelo Pontifício Conselho Justiça e Paz, para participar do Congresso pelos 50º anos da encíclica MATER ET MAGISTRA, representando o CELDE (Centro de Estudos Léon Dehon). Após uma longa viagem, passando por Portugal, desembarcamos em Roma. Chegamos bem na hora do jantar da comunidade do Colégio Internacional. Encontramos a comunidade reunida e assim pude abraçar meus amigos que estão aqui para estudos. Fiquei muito feliz em ver que Pe. Mario Marcelo, Pe. Djalma, Pe. Claudio Buss, Pe. Anisio estão super bem, animados e com seus projetos em pleno andamento, claro que com saudades da terrinha, mas enfrentando com dignidade o momento exigido de suas vocações. Saímos para tomar sorvete e conversamos até tarde da noite, tentando, somente tentando, colocar todas as “informações” em dia.

Sábado acordamos cedo e fomos tentar entrar na Basílica de São Pedro, para rezarmos junto ao túmulo dói Beato João Paulo II. Chegamos tarde, a fila contornava a praça, impossível entrar. Então fomos comprar as lembrançinhas e as encomendas feitas. Giramos, compramos, tiramos fotos

….. depois meus amigos retornaram ao Collegio Internazionale e eu decidi permanecer passeando, não é toda hora que posso estar em Roma e passear tranquilamente sob um céu azul azul. Nas últimas viagens tenho procurado descobrir prazer em passear sozinha. Sempre gostei, e continuo gostando, de passear com amigos para partilhar as emoções e impressões, mas é fato que não é sempre que isso pode ser feito, então procuro aproveitar a oportunidade e viver bem os momentos de estar sozinha…. Descobri que existe um grande diálogo comigo mesma, rsrsrsrs. Então, caminhei por toda a tarde aproveitando uma temperatura solar deliciosa e relembrando os tempos de vida a Roma. Para quem não sabe vivi por dois anos nesta Città Eterna e toda vez que volto tenho sempre a sensação de voltar para casa.

Voltei para a casa dehoniana e participei da celebração eucarística com toda a comunidade.

À noite, saímos para comer uma pizza extraordinária na Rè (pizzaria perto da Piazza Navona) e finalizar o dia com um vero gellato italiano.

Este foi o segundo dia e tudo foi bom! Mas fui dormir pensando no domingo, seria um dia especial, mas longe de qualquer previsão, não imaginei que seria tão especial.

CONGRESSO PELOS 50 ANOS DA MATER ET MAGISTRA – ROMA

16 de Maio de 2011 às 7:24 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Começa nosso Congresso. Representamos, Pe. Joãozinho e eu,  o CELDE (Centro de Estudos Léon Dehon), organismo da Faculdade Dehoniana. Somos aproximadamente 200 pessoas de todos os continentes, que de algum modo estão ligados a Doutrina Social da Igreja.

NNesse momento fala o Cardeal Pasinya, da África. Estarei postando neste blog todo o andamento deste Congresso.

CONGRESO INTERNACIONAL EN EL 50º ANIVERSARIO DE LA MATER ET MAGISTRA

12 de Maio de 2011 às 23:03 por Rosana Manzini | Postado em: DSI
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Justicia y Globalización:
de la Mater et Magistra
a la Caritas in veritate
Roma, 16-18 de mayo de 2011

Cuadro de referencia: en atención a las problemáticas afrontadas por la  Mater et Magistra

(desequilibrios sociales) a la luz de la justicia y la equidad: a) considerar las disparidades actuales

y las diversas cuestiones que ha puesto sobre la mesa el contexto de la globalización; b) a

prospectar soluciones proyectuales a la luz del destino universal de los bienes, de la justicia social;

c) prestando particular atención a la tarea de estudiar, difundir y experimentar la Doctrina social

de la Iglesia, siempre partiendo de los impulsos ofrecidos por la IV parte de la MM, usufructuando

la profundización eclesiológica y trinitaria de la Caritas in veritate.

Destinatarios

Los sujetos que en mayor medida actúan en el campo del estudio, la difusión y la puesta en práctica

de la Doctrina social de la Iglesia: Responsables de las Comisiones de Justicia y Paz, de los

Organismos episcopales para los problemas sociales y del trabajo, directores de Institutos y

Centros de Doctrina social de la Iglesia

FELIZ PÁSCOA!!!!

24 de Abril de 2011 às 21:31 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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É madrugada, levanta povo!
A luz do dia vai nascer de novo.
Rompe as cadeias, abre o coração,
vamos dar as mãos, já é reino do povo.


O povo agora é senhor da história,
somos rebento desta nova era.
A liberdade, a fraternidade
são as bandeiras dessa nova terra.


Terra regada com sangue, com pranto;
história marcada de sonhos e desencantos.
Sementes plantadas pelas mãos do Senhor do mundo,
brotando a justiça, rompendo as cercas do latifúndio.


Me corre nas veias as dores da humanidade,
mas brilha em meu peito a estrela da liberdade.
Levanta meu povo, Jesus é o Senhor da história!
Meu canto é reflexo do sol dessa nova aurora.

(Autoria: Manelão)

http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=7&noticiaId=1311

PÓS GRADUAÇÃO EM DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA – FACULDADE DEHONIANA

9 de Abril de 2011 às 17:27 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Curso de Doutrina Social da Igreja no Brasil

CURSO DE DSI NA FACULDADE DEHONIANA
Promovido pelo CELDE
 
Objetivos:
  • Diagnosticar a questão social contemporânea.
  • Identificar questões de fronteira que exigem respostas.
  • Responder aos desafios orientados pela Doutrina Social da Igreja.
  • Fundamentar o valor da vida humana.
  • Promover a partilha de experiências na área da promoção humana.
  • Habilitar para o Magistério na área de Doutrina Social da Igreja.
Público-alvo:
Agentes de pastoral, formadores de opinião, profissionais das 
diversas areas de interesse, gestores do Terceiro Setor, professores, sacerdotes, lideranças sociais, pessoas engajadas nos movimentos de fé e política.
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Carga Horária: 360 horas/aula
Disciplinas
Fundamentos da DSI
Documentos Sociais: Estudo Sistemático I 
Documentos Sociais: Estudo Sistemático II
Princípios da DSI
Novas Metodologias para o ensino da DSI
DSI e Questões de nosso tempo
Vida Econômica e DSI
Meios de Comunicação Social e a DSI
Mística Dehoniana e a DSI
Política e DSI
DSI na Igreja Latino-americana e Caribenha
Metodologia do Ensino Superior
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Corpo Docente
João Carlos Almeida 
(Doutor em Teologia – Gregoriana-Roma)
Rosana Manzini 
(Mestre em Teologia – PUC-SP)
Marcial Maçaneiro 
(Doutor em Teologia – Gregoriana-Roma)
Walter Eduardo Lisboa 
(Mestre em Ciências Bíblicas – Instituto Bíblico-Roma)
Silvio Luiz da Costa 
(Mestre em Ciências Sociais – PUC-SP)
Daniel A. de Campos 
(Esp. em Gestão Educacional – Escola Paulista de Direito-SP)
Antonio Aparecido Alves 
(Doutor em Teologia PUC-RJ) 
Maria Angélica Franco Moreira 
(Mestre em História Eclesiástica – Gregoriana-Roma)
Carlos Alberto da Costa Silva 
(Mestre em Dogmática e Bíblia – Gregoriana e Instituto Bíblico-Roma)
Carlos Augusto de Oliveira Camargo 
(Esp. em Engenharia – Presidente da ADCE-SP)
Cirlene Cristina de Souza 
(Mestre em Comunicação Social – UFMG)
Denise Figueiredo Barros do Prado
(Doutoranda em Comunicação Social – UFMG)
José Fernandes de Oliveira – Pe. Zezinho, scj 
(Conferencista convidado)
Módulos
1° Módulo: 04 a 16 de julho de 2011
2° Módulo: 03 a 14 de janeiro de 2012
3° Módulo: 02 a 14 de janeiro de 2012
 
 
Matrícula:
Documentos necessários:
• Fotocópia autenticada do Histórico Escolar da Graduação
• Fotocópia autenticada do Diploma da Graduação
• Fotocópia do RG, CPF e certidão de nascimento ou casamento
• Duas fotos 3×4 recentes
• Certificado de Reservista
• Comprovante de residência
 
 
Investimento
18 parcelas de R$ 230,00
 
 
Hospedagem
Convento Sagrado Coração de Jesus
Av. Francisco Barreto Leme, 550 – Vila São Geraldo
Cep. 12062-000 – Taubaté-SP
Tel. (12) 3621-2564
Diária: R$ 60,00
 
 
Maiores Informações
FACULDADE DEHONIANA
Tel. (12) 3625-8080
Site: www.dehoniana.org.br

14 de março: ANIVERSÁRIO DE PE. LÉON DEHON

28 de Fevereiro de 2011 às 18:50 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
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Este texto foi retirado do Blog do Pe. Joãozinho, diretor geral da Faculdade Dehoniana, onde exerço minha missão de ensinar/educar/aprender no espírito da cordialidade.

No dia 14 de março celebramos o nascimento de Padre Léon Dehon (1843-1925), fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Este ano o Governo Geral da Congregação preparou uma interessante “entrevista” a partir dos escritos de Dehon.
Padre Joãozinho, scj on fevereiro 28th, 2011

Para maiores informações: http://www.dehon.it/

Reverendo Padre Dehon, celebraremos brevemente o 168° aniversário do seu nascimento. Talvez seja ocasião para examinar, com certa distância, alguns temas que, como fundador, tinha particularmente a peito no seu tempo.

Caro confrade, a minha idade já não me permite entrevistas muito longas. Se puder limitar-se a alguns temas centrais…

Comecemos por uma pergunta muito simples: que ano foi para si, como fundador de uma congregação, o mais difícil?

Sabe, como fundador de uma congregação religiosa era permanentemente confrontado com problemas: a salvaguarda da independência da Congregação em relação à diocese era uma luta contínua; os problemas financeiros acompanharam-me até ao fim da minha vida; o reconhecimento por Roma foi extremamente difícil; as qualidades dos novos confrades, muitas vezes, deixavam a desejar. São problemas que fazem parte da vida de uma jovem Congregação. Creio que os enfrentámos e resolvemos todos bem. Porém, os confrontos sobre a orientação e o perfil a dar à Congregação foram causa de desilusão e tiveram as suas consequências. Neste sentido para mim, como fundador, o ano de 1897 foi o mais difícil.

Mas o ano de 1897 foi também um ano grande para si! As conferências em Roma sobre a perspectiva cristã da sociedade, que tiveram eco até em França; o seu empenho em favor da Democracia Cristã e da aceitação da república pelos católicos franceses, em congressos, artigos e muitos encontros com grandes figuras do catolicismo francês; a sua eleição para o conselho nacional da Democracia Cristã no congresso de Leão; a publicação dos seus livros Nos Congrès e Les Directions pontificales…

Sim, sim, tudo isso é verdade. Mas fez-me uma pergunta sobre um ano difícil como fundador de uma congregação. É claro que se pode dizer que 1897 foi para mim um ano muito rico de sucessos. Senti-me efectivamente bem. Como fundador, era meu desejo que a Congregação participasse e se empenhasse mais intensamente nos desafios actuais referentes ao mundo social e à sociedade no seu conjunto. A pastoral dos operários à volta do Padre Charcosset em Val-des-Bois fazia parte das nossas primeiras actividades. O Padre Rasset ocupou-se durante muitos anos dos jovens operários, em S. Quintino. Em 1891 dirigi-me inclusivamente por carta ao papa Leão XIII e informei-o sobre o projecto que a nossa Congregação alimentava de formar, antes de mais nada, confrades destinados ao apostolado específico nas grandes fábricas e nos bairros operários, e que deveriam prosseguir a sua formação tanto na universidade como na fábrica de Val-des-Bois.

Ainda em 1895, numa conversa com o Papa, falei-lhe de nós como uma Congregação que tinha como prioridades a evangelização do mundo social, a pastoral entre os operários e a Missão. Mas, não muito depois de 1897, tive de verificar que a maioria dos confrades não partilhava esta perspectiva e talvez nem a pudesse partilhar.

Mas já antes do começo dos anos 90, por exemplo, havia resistências contra si como superior geral.

É verdade. No capítulo geral de 1893 alguns confrades tentaram evitar a minha reeleição como superior geral. Nessa altura, acusavam-me de um governo defeituoso da Congregação. A tentativa não resultou por pouco, mas as tensões no interior da Congregação permaneceram. Em 1897 houve nova tentativa de cisão, que também falhou. Mas, desta vez, ficou claro que já não se tratava das minhas qualidades de governo. Estava em jogo, sim, o perfil da nossa Congregação e, pode dizer-se, do nosso próprio carisma.

Está a pensar na carta do Padre Blancal e de outros cinco confrades?

Exactamente. Na realidade, era mais um manifesto que uma carta. No fundo era um escrito muito honesto no qual se evidenciavam os problemas. Para os autores estava em jogo a pergunta sobre a verdadeira vocação da nossa Congregação. Tinham entrado numa congregação que, a seu ver, era sobretudo consagrada à santificação pessoal por meio da devoção ao Sagrado Coração no sentido da reparação pelas numerosas ingratidões, sobretudo dos sacerdotes e religiosos, para com o Amor divino. No que se refere ao apostolado, privilegiava-se a adoração eucarística perpétua, as missões nas paróquias e os exercícios espirituais. Tudo o resto era, conforme as suas palavras, algo de secundário que se podia dispensar. Eles julgaram que esta vocação fora atraiçoada por mim, devido ao rápido crescimento da Congregação, à expansão em países distantes, ao empenho nas questões sociais mais actuais. Por isso, logicamente exigiam uma separação.

Mas, apesar de tudo, também esta tentativa de cisão falhou. Bem depressa alguns dos signatários pediram desculpa. No fim, venceu Leão Dehon, não é verdade?

O importante não era vencer ou ser vencido, mas definir o modo específico como a nossa Congregação devia servir a Igreja e o mundo. Nos primeiros anos, depois da fundação, teria provavelmente dado a minha aprovação incondicionada à descrição da nossa vocação feita pelo Padre Blancal e pelos outros confrades. Mas creio que, nesse tempo, ainda não tínhamos compreendido aquilo que Deus queria com e por meio desta Congregação.

E, depois da carta do Padre Blancal, ficou mais claro o que o Senhor Padre considerava ser o carisma da Congregação?

Com essa carta, dei-me conta que este e muitos outros confrades não tinham compreendido muito bem o meu caminho e não queriam segui-lo como caminho da Congregação. Havia motivações profundamente enraizadas na espiritualidade, na experiência de fé de cada um. Hoje, tudo isto é bem mais claro para mim do que então! A meu ver, o empenho na política, o empenho em favor de uma sociedade mais justa, a vontade de promover sacerdotes dedicados ao mundo do trabalho não eram coisas acessórias, que se podiam fazer ou deixar de fazer, sem tocar o núcleo da nossa vocação.

Mas talvez muitos confrades pensassem que este empenhamento social e político era, por assim dizer, a sua paixão pessoal, mas não algo específico para a Congregação?

A carta do Padre Blancal mostra que os confrades tinham compreendido muito bem que este compromisso haveria de caracterizar igualmente a nossa Congregação. Depois de 1897, calei-me sobre isso. Só em 1912, cerca de trinta e cinco anos depois da fundação da Congregação, escrevi uma carta a todos os confrades, que é, por assim dizer, o meu testamento espiritual, onde, mais uma vez, evidenciava que tinha a peito dois apostolados: levar os homens ao Amor do Coração de Jesus e promover uma sociedade mais justa sobretudo em favor dos operários e dos pequenos. Só mais tarde pude compreender quanto estes dois ideais faziam parte de mim e quanto eram inseparáveis, ainda que os tenha vivido já nos anos 90, que foram muito activos para mim. Muitos confrades, todavia, descuraram uma pequena palavra nestas frases.

Que palavra seria essa?

A palavra “E”. Muitos confrades são piedosos e activos na pastoral paroquial. Alguns no decurso da nossa história lançaram-se com muita generosidade ao serviço dos mais pequenos e dos que sofrem. Mas muito poucos se dedicaram de modo competente ao aprofundamento da doutrina social, aos caminhos e à análise da nossa sociedade. Com frequência os confrades se decidem por um ou por outro apostolado. Para mim, os dois são inseparáveis.

Muitos homens, também confrades, perguntarão, ainda hoje, que tem a ver o empenho social com a piedade.

A minha convicção e a minha experiência diziam-me sempre o mesmo: o Amor de Cristo quer mudar todo o mundo, tanto o pequeno mundo do privado como as realidades sociais mais amplas. Seria certamente mais simples limitar-se à pastoral nas paróquias e nas missões populares. Teria sido certamente mais fácil dizer: a sociedade avança por um caminho errado; não podemos alinhar com ela. Mas, se assim pensássemos, estaríamos a ser fiéis às expectativas e à dinâmica de Cristo? Creio que não.

Durante muito tempo, o Senhor Padre apontava para uma sociedade guiada por um monarca cristão como fora pedido nas visões de Margarida Maria Alacoque.

Eu mesmo, durante muito tempo, sonhei coisas que, enfim, tinham ficado para trás. Pensei com saudade nos bons velhos tempos, quando o cristianismo condicionava cada fibra da vida social. Sim, esse pensamento conserva, ainda então, algo de fascinante para mim. E, durante muito tempo, estive ao lado dos católicos que se empenhavam no regresso à sociedade de outrora. Nesse tempo, eram chamados contra-revolucionários. Mas Cristo viveu o presente, amou-o, mudou-o e melhorou-o. No ano de 1900, perguntei aos sacerdotes num congresso em Bourges: amámos suficientemente a nossa sociedade de hoje, ou afastámo-nos dela, amuados? A pergunta continua em aberto.

Parece que, ao longo da sua vida, teve uma notável evolução.

É isso mesmo. Como estudante e jovem sacerdote, fui um ardente defensor da monarquia. Mas o preço dessa atitude teria sido alto; com o tempo, isso tornou-se claro para mim. Porque o mais importante não é que um país seja governado por um monarca, por um presidente ou por um parlamento. O mais importante é saber se a justiça e a solidariedade asseguram a todos uma vida digna. O povo, na França, queria a república; a minha missão era lutar por uma república que tivesse, o mais possível, cunho cristão, e onde a Igreja fosse reconhecida como aliada dos fracos, sobretudo dos operários, e das suas esperanças de justiça.

Se compreendi bem, caro P. Dehon, teve de pagar um alto preço por esse empenho: amigos que o abandonaram, confrades que não o compreenderam…

Quando era jovem estudante e jovem sacerdote, nunca imaginei que um dia viria a ser criticado e afastado por um bispo que me acusou de “republicano obstinado”. Sim, os abbés démocrates como Lemire, Naudet, Six, eu mesmo e outros não éramos bem vistos em muitos sectores do mundo católico da França. Até mesmo com homens como La Tour du Pin, de quem eu era amigo, os contactos se tornaram cada vez mais escassos, porque ele permanecia monárquico e não queria sujar as mãos na nova sociedade. Quando leio hoje o que escrevi nos anos 90, em artigos, discursos, cartas e livros, fico surpreendido eu mesmo com a minha evolução e com a clareza das minhas tomadas de posição. Mas, repito: Cristo nunca se refugiou num gueto social ou assumiu uma atitude  amuada perante a sociedade. Se assim tivesse feito, poderia ter renunciado imediatamente à Incarnação. Pelo contrário, pôs-se ao lado dos homens simples, dos desprezados e dos marginalizados. Foi o que eu procurei fazer.

Mas com o seu “SIM” comprometido à república francesa, com a sua atenção em favor da Democracia Cristã, no fundo, não atraiçoou o espírito de Paray-le-Monial e de Margarida Maria Alcoque?

A mensagem de Paray-le-Monial foi, desde o princípio, uma mensagem muito política. Na sua carta ao rei de França, Margarida Maria Alacoque fala muito claramente de uma devoção ao Sagrado Coração que seja relevante e efectiva para a sociedade. Não há qualquer vestígio que a reduza à esfera privada. Mas Margarida Maria ainda não se tinha confrontado com uma sociedade em que o acesso ao poder e o seu exercício funcionassem totalmente separados da Igreja e os monarcas já não tivessem qualquer função. Tornou-se muito claro para mim que só ao lado do povo, numa república por ele desejada, seria possível permanecer fiel à relevância social da devoção ao Coração de Jesus, como fora pedido por Margarida Maria Alacoque. Não, não atraiçoei Margarida Maria. Talvez tenha dado um passo em frente. Mas, havia outra possibilidade, num mundo que, desde Margarida Maria, dera tantos passos em frente?

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“MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA SER CRISTÃO NA ERA DO FACEBOOK”

1 de Fevereiro de 2011 às 18:02 por Rosana Manzini | Postado em: fé x vida
| Comentários (1)

Por Jesús Colina

ROMA, terça-feira, 1º de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Verdade e autenticidade são o programa e o manual de instruções que Bento XVI oferece aos cristãos presentes na internet e nas redes sociais, explica Guillaume Anselin, especialista em comunicação de marcas e instituições.

Nesta entrevista, Anselin, que já trabalhou em cargos executivos de alguns dos mais importantes grupos de mídia, como McCann EricksonOgilvyPublicis, comenta com ZENIT a mensagem que o Papa enviou por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais.

ZENIT: “As novas tecnologias não mudam apenas a maneira de se comunicar, mas a própria comunicação”, diz Bento XVI. Estamos diante de uma pós-cultura?

Guillaume Anselin: O Santo Padre assinalou que “criou uma nova forma de aprender e de pensar, bem como novas oportunidades para estabelecer relações e criar laços de comunhão”. Isto não só se refere ao canal internet, mas a uma nova “era digital”, sinal de uma nova cultura em que já entramos.

A era digital é uma sociedade de “tudo-comunicação”, permanentemente conectada, que redefine a relação individual com o mundo, com os outros e a maneira de consumir ou produzir informação. Nesta era “digital”, a informação circula principalmente através de “círculos sociais”, com o risco de dar mais crédito ao que está mais estendido (“popularizado” pelos “amigos” reais ou virtuais) que às fontes oficiais. O perigo é, obviamente, uma visão distorcida da realidade.

Implica também a abolição das fronteiras e distâncias, uma cultura da imagem ao invés da escrita, uma sociedade “de conversação”, na qual o conteúdo é o próprio objeto da conversa em grande escala.

É um fenômeno cultural inédito e recente: social, midiático, de informação imediata, que não deixa tempo para respirar, com suas comunidades de interesse e cerca de dois bilhões de pessoas online em todo o mundo. Basta lembrar que, há seis anos, FacebookYouTubeTwitter, tão presentes em nossa vida diária, não existiam.

No caso de países de cultura midiática intensa, podemos falar efetivamente de pós-cultura, no sentido de uma mudança em direção a uma “sociedade digital”.

ZENIT: “Os jovens estão experimentando essa mudança na comunicação com todas as aspirações, as contradições e a criatividade daqueles que se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências de vida”, explica o Papa. Quais são os riscos e desafios disso?

Guillaume Anselin: A era digital implica, obviamente, em um salto geracional. A televisão dos nossos pais já não é a de hoje. Com o advento do “tudo multimídia”, há uma forte migração do público jovem para o mundo digital (internet, celular etc.). Amanhã haverá gerações inteiras que terão conhecido desde sempre o Facebook como o principal canal de proximidade para informar-se, falar ou encontrar-se.

A internet exerce um fascínio: nela temos um meio pessoal no qual eu posso construir a identidade que eu quiser, conter-me com os outros, estar “conectado” e falar sobre o que eu quiser e com quem eu quiser. Um lugar no qual eu posso criar algo, mergulhar em universos pré-existentes, jogar, ouvir música, ver vídeos, ler…

A internet é vista como o “último mundo livre”, democrático, pois permite a expressão de qualquer opinião minoritária, sem obrigações nem consequências… e em aparente segurança para quem a utiliza.

O perigo, como explica o Papa, é o a coexistência de duas identidades, uma digital (um avatar de si próprio) e outra real, assim como duas vidas paralelas: uma real e contingente e outra virtual e fácil, apesar de ser também muito real, pois ocupa uma parte importante da minha vida.

O desafio é a construção da pessoa, sua unidade de vida, e a formação da consciência, graças a uma utilização equilibrada da internet no que ela tem de melhor: um maravilhoso instrumento prático e lúdico, quando sabemos utilizá-lo. Pois encontrar uma informação na internet não significa sempre encontrar uma solução.

ZENIT: “Existe um estilo cristão de presença também no mundo digital”, afirma o Papa, convidando o cristão a “dar testemunho coerente” do Evangelho na era digital. Como responder a este convite do Papa?

Guillaume Anselin: O Papa nos oferece um programa e um manual de instruções muito claro: a verdade e a autenticidade. Em questão de estratégia de comunicação, não poderia fazer uma proposta melhor! É um incentivo a comprometer-se sem ter medo e com lucidez. Podemos ficar com três aspectos importantes para o comunicador cristão:

1. Em primeiro lugar, a verdade antes de tudo, pois, em matéria de fé, nós, nós, cristãos, não temos nada melhor a oferecer em resposta a essa sede inscrita no coração dos homens. Em uma época cada vez mais saturada de informação, isso quer dizer estar presente e dar razões: fontes fiáveis da doutrina (visíveis, com uma linguagem acessível) e testemunhar com simplicidade aquilo em que cremos e a maneira como o vivemos, com os meios à nossa disposição (a informação, a narração, os vídeos, fóruns, blogs etc.).

Implica também em restabelecer um equilíbrio no ecossistema digital e dar aos jovens dois elementos essenciais: o direito de saber e de escolher. Ser cooperatores Veritatis(colaboradores da Verdade, slogan de Bento XVI, N. da R.) para anunciar o Evangelho e favorecer um encontro pessoal com Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Em outras palavras: não estar decididamente presente no continente digital é uma contraverdade. É um dever de justiça e um serviço à caridade em um mundo em aceleração, no qual frequentemente se procura apagar a dimensão espiritual e o valor da mensagem cristã.

2. Para conseguir isso, o Santo Padre nos oferece o manual de instruções: é preciso ser autêntico (…), com coerência, constância, para entrar em diálogo com o Outro. Ser o que somos, sem ceder no fundamental, com uma escuta ativa, para ser tudo para todos.

Como Bento XVI nos disse várias vezes, o estilo cristão não procura agradar, correndo o risco de desvirtuar aquilo que recebemos. Nossa comunicação é afirmação alegre, positiva… e delicada. É também coerente e social, pois se integra nas culturas da nossa época. É evangelização, para tocar os corações e as inteligências. É unidade, para apoiar todas as realidades pastorais e eclesiais.

Mas o Santo Padre nos alerta também sobre a tentação do “tudo digital”, pois as tecnologias devem permitir a aproximação de uma prática de fé, vivida em nossas comunidades cristãs, na Igreja.

3. A verdade, por último, merece uma nova atitude. Por este motivo, Bento XVI conclui convidando-nos a uma “criatividade responsável” e a um sentido de “escrupuloso profissionalismo”. São necessárias habilidades particulares, pois a internet exige hoje uma atitude totalmente profissional e meios adequados. Temos de construir as catedrais do saber, os átrios e as ágoras do continente digital… formados por avenidas e praças, mas também por cantos nos quais as pessoas se perdem.

ZENIT: “Manter vivas a questões eternas sobre o homem.” Como diz Bento XVI, a busca de sentido e respostas sobre a fé e a vida é intensa entre os nossos contemporâneos. O que o continente digital oferece, neste sentido?

Guillaume Anselin: A oferta é diversificada, mas também altamente fragmentada. Muitas iniciativas têm dificuldade em encontrar o seu público devido à falta de recursos, à oferta editorial, ou porque é difícil ir além dos públicos tradicionais. Para entrar em um site católico, é preciso sê-lo, pelo menos um pouco…

A força dos grandes projetos na internet é sua dimensão claramente multimedial e uma inteligência conectiva, a partir de uma necessidade claramente identificada. No campo da fé, faltam iniciativas nas quais, muito além de publicar notícias de atualidade, sejam oferecidas respostas simples nos formatos mais variados às questões levantadas pelas pessoas sobre a fé, a vida e a sociedade.

Temos de responder a esta questão eterna do homem, do seu anseio de transcendência, com projetos grandes, interativos, que transmitam o que recebemos.

É preciso responder ao “porquê” e ao “como” com criatividade, modernidade e apoiar o trabalho pastoral das pessoas, como sacerdotes, educadores, religiosos, catequistas e todos aqueles que no mundo investem suas energias na produção de blogs e sites.

No fundo, não é nada novo: assim como os cristãos se comprometeram, há tempos, a favor do progresso das sociedades em nossas cidades e campos, da mesma forma, o continente digital espera também nossa presença visível, serena, à altura dos desafios desta “sociedade digital”.

http://www.zenit.org/p-27142

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